Douglas Jacob, Estudante
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Douglas Jacob

Salvador (BA)

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Douglas Jacob, Estudante
Douglas Jacob
Comentário · há 9 anos
Assustei-me ao ler esse artigo, pois vejo aqui muitas pessoas, formadoras de opinião que a meu ver, estão no sentido totalmente oposto ao de se chegar a uma solução para o problema do aumento da criminalidade. Explico. Vocês estão discutindo, punir ou não punir, e em que grau punir o infrator, ERRADO. Enquanto muitos apenas se preocupam com a punição do infrator, quase com o sentimento de vingança pessoal, esquecem-se de que esse infrator, dia menos dia voltará para a sociedade. Mas como essa pessoa voltará para o seio da sociedade? Esse indivíduo irá retornar como um cidadão de bem ou como um ser pior do que aquele que foi encarcerado? Quero deixar bem claro que não estou aqui a dizer que os crimes não devam ser punidos, mas sim, que devemos parar com esse debate estúpido de apenas punir com o maior rigor possível, e começar a nos preocuparmos com o retorno desse ex-infrator para o seio da sociedade. Pois estamos numa verdadeira bola de neve, a onde o marginal é preso, condenado e encaminhado para o cárcere. A aonde um ladrão de galinhas irá se tornar mestrado e doutorado na arte do crime, uma pessoa que nunca levantou a mão nem mesmo para se defender, sairá de lá preparada para arrancar o coração de qualquer um com as próprias mãos, (a penitenciário hoje é a Universidade do crime). Não existem coitadinhos, mas se permitirmos que essas pessoas se tornem ainda pior do que já são, é um crime que nós cometemos contra nos mesmo, e contra a humanidade. Falar em ressocialização é fácil, mas ai eu pergunto, como ressocializar quem nunca foi socializado? Já está definido em lei que o advogado irá atuar para garantir a defesa técnica, ok, concordo. Agora, vamos começar a discutir o que realmente tem relevância para nós como sociedade. O preso deve ou não trabalhar enquanto cumpre a sua pena? Eu digo, SIM! O preso deve ter um acompanhamento psicológico de acordo com a gravidade do seu delito, para que se possa averiguar se está apto a retornar para a sociedade? Eu digo, SIM! Enquanto estiver cumprindo pena, o preso deve ter regalias como; TV, radio, comidinha feita pela mamãe, refrigerante, indulto nos feriados, e muito mais? Eu digo, NÃO! Celular nem se fala, (sobre o celular, existe um ponto interessante, notem que se gasta mais com bloqueadores de sinal, na tentativa de coibir que o preso se comunique com o mundo externo, do que se gasta com o treinamento dos agentes penitenciários ou com qualquer outra medida que impeça que o preso receba um aparelho celular, inclusive pelas mãos do se advogado). Não nos esqueçamos que a cadeia é um lugar de punição, para que o infrator se sinta extremamente coibido a voltar a praticar qualquer outro tipo de delito, e não uma colônia de férias. Mas também não podemos deixar que o presídio continue sendo a masmorra de torturas da vingança privada da sociedade. Acredito que esse tipo de debate é que se deve ter para que possamos construir uma sociedade melhor.
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Douglas Jacob, Estudante
Douglas Jacob
Comentário · há 9 anos
Acredito que seja um enorme engano falar de quebra do país, essa é uma situação colocada pelas empresas e pessoas envolvidas para que nos preocupemos apenas com a saúde financeira do país. Todo esse volume monstruoso de dinheiro movimentado pela corrupção teve uma origem, ou seja, o país gera riqueza, que é desviada para fins estranhos aos de sua real função, que é o bem social e o aprimoramento do Brasil em todas as áreas, saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico, etc.
O resultado final destas investigações, se é que teremos um desfecho para isso, irá depender única e exclusivamente do resultado final que se pretende atingir, pois se as empresas envolvidas assumirem os erros cometidos e assinarem um acordo de leniência, não vejo, no meu estreito campo de conhecimento, maiores impactos para as mesmas.
Vejo, sim, uma oportunidade para se lavar a roupa suja e recomeçar, seguindo uma trilha reta e com transparência, gerando credibilidade e com isso atraindo novos investimentos, pois não são poucas as empresas que deixam de investir no Brasil devido a sua instabilidade política, gerada pela corrupção e o jogo de interesses pessoais, sejam eles dos próprios partidos políticos ou das grandes empresas.
Se as empresas parassem de tentar ficar negando aquilo que é obvio e notório e assinassem um acordo de leniência, as coisas andariam com maior celeridade e com impacto reduzido em suas estruturas. Se acabassem com essa conversinha fiada de foro privilegiado, houvesse um resgate dos valores e bens adquiridos com o dinheiro de propina, todas essa situação teria um outro rumo.
Sou a favor do fim do foro privilegiado, pois hoje se especula quem mais pode estar envolvido, quando na verdade a pergunta é, quem é que não esta envolvido até o ultimo fio de cabelo em toda essa roubalheira? Apenas uma meia dúzia de políticos que não tiveram cacife para abocanhar uma fatia do bolo.

A experiência observada em países que adotaram legislação anticorrupção há mais tempo, demonstra que o acordo de leniência são um importante instrumento de calibração das regras sociais: de um lado as empresas colaboram com as investigações antecipando-se a uma eventual condenação, evitando processos morosos (incompatíveis com sua sobrevivência), que nem sempre se mostrarão eficazes e, assim, assegura a sua continuidade, o exercício regular de suas atividades e sua capacidade de preservar e gerar empregos e riquezas, do outro lado a celebração do acordo imputa à empresa sanções, mediante o pagamento de multa e o ressarcimento dos danos, além de outras de natureza não pecuniária, de forma que a prática de novos ilícitos sejam prevenidas e desencorajadas. Constituindo, assim, em um instrumento eficiente e eficaz de preservação dos interesses do Estado e do seu aprimoramento institucional.
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Douglas Jacob
Comentário · há 9 anos
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